top of page

SOFT SKILLS: TRABALHO EM EQUIPE

Você é um bom colega? Agrega valor ao time? Não é sobre futebol, eu não arriscaria falar bobagem sobre isso, a não ser que os esportes coletivos ajudam a desenvolver a competência do trabalho colaborativo. Mas quero mesmo propor uma reflexão sobre o coletivo no trabalho e na carreira, pois essa é uma das principais demandas corporativas, e não é de hoje. Quem não deseja um ambiente de trabalho agradável, estimulante, com as tarefas bem compartilhadas e as conquistas também?


Fala-se muito em ambientes de trabalho tóxicos, em casos sérios de péssimas relações interpessoais entre membros de equipes e até em situações extremas de assédio moral, decorrente de líderes mal preparados para a liderança. Por falar em líderes, boa fatia da responsabilidade pela realização do trabalho de modo colaborativo é deles, não é? Boa fatia, mas não toda! Cada profissional tem o seu pedaço desse latifúndio e vale a pena assumi-lo.



A presença de colegas que não colaboram, que conversam muito e fazem pouco, que não estão assim tão engajados com os objetivos comuns acende uma luz vermelha, um sinal de perigo, uma clara indicação de que é preciso atuar rapidamente nesse contexto, pois o desempenho e a autoestima de toda a equipe podem. É bem possível que alguém esteja alocado em uma atividade para a qual não está preparado, ou da qual não gosta, e isso vai ter reflexos no grupo.


Uma equipe que sabe “fazer junto” com certeza desenvolveu uma boa comunicação e os problemas são tratados às claras, com foco na busca das melhores soluções. Porém, quando alguém é beneficiado de algum modo sem merecimento, isso não passa despercebido e pode desagregar o grupo.


Pertencer a uma ou mais equipes é tão importante para os humanos que algumas situações percebidas como injustiças no reconhecimento de méritos e promoções, por exemplo, podem até prejudicar a saúde mental das pessoas. Surgem críticas ácidas, nesses contextos, aparecem sentimentos de raiva, vergonha, medo, inveja. Não é esse o desejado.


A maioria das pessoas quer trabalhar com todo o seu potencial e disponibilizá-lo à equipe e à empresa. Trazer os próprios saberes, ajudar quem precisa, ensinar quem quer aprender e compartilhar as informações importantes para o time faz com que qualquer pessoa sinta-se útil, conquiste a confiança dos colegas, seja bem vista e respeitada.


Todas as atividades das empresas são planejadas, então é importante definir uma dinâmica funcional: quem faz o quê? Quando, onde, como, por quê? E, claro, não podemos esquecer o “com quem”, pois isso faz muita diferença em termos de motivação e resultados.


Para compor a sua equipe, escolha pessoas de bom caráter e de boa atitude. Todas as demais competências podem ser mais facilmente desenvolvidas e o elo que determina a força da corrente é o mais fraco. Fortaleça-o ou o elimine, pois isso pode valer para a força das equipes. Escolha pessoas com disposição para aprender como fazer sempre melhor, não só no trabalho, mas na vida. Equipes de alta performance não estão prontas, elas precisam ser construídas. A base dessa construção é a interconfiança.


Quer integrar uma equipe de alto desempenho, de inter-relações de qualidade? Pense no conjunto, pense no outro, faça concessões. Respeite as diferenças e os diversos pontos de vista. Desenvolva suas habilidades com as inter-relações. Tome cuidado com a competição. Às vezes, quem ganha, perde! Comece por você, seja o primeiro tijolinho dessa construção!




 
 
 

Comentários


bottom of page